Luan Santana: “Os últimos 10 anos foram os melhores”

Em papo exclusivo, ele diz que a estrada o fez acreditar mais em si e nos seus sentimentos


  • 02 de maio de 2018
Foto: Will Aleixo


Por Luciana Marques

Com apenas 27 anos, Luan Santana já marcou seu espaço na música brasileira. Nos últimos 10 anos, ele cantou pelo Brasil afora sem parar, cravou inúmeros sucessos e conquistou uma legião de fãs. E para quem tem a oportunidade de estar perto do cantor, de cara percebe-se o porquê de ele ser tão amado, além do talento, claro: a transparência.

Luan é o que é, não faz tipo. “Acho que a minha música toca o coração das pessoas porque eu canto o que eu realmente quero cantar, e o que eu acredito que as pessoas precisam ouvir”, diz.

Em sua mais nova turnê, Ano X, ele faz o público embarcar numa linda e emocionante viagem em grandes hits da carreira, como Acordando o Prédio, Estaca Zero, Cê Topa, Fantasma, Escreve Aí, o medley de Te Vivo, Sinais, Você não Sabe o que é o Amor e Meteoro. Além de sucessos como Check in, Bailando, que tem a participação de Henrique Iglesias, e a atual 2050.

E foi logo após o segundo show lotado, no Rio, uma megaprodução, esse fim de semana, no KM de Vantagens Hall, que o cantor bateu um papo exclusivo com o Portal Arteblitz.

E é claro que nós ficamos ainda mais fãs de Luan! Clique no vídeo abaixo e veja a entrevista.

Foto: Will Aleixo

Fale um pouco sobre essa turnê Ano X, e o quanto tem sido especial para você?

Eu acredito que o X, que é o nome da turnê, simboliza um momento muito especial da minha vida porque para mim é o encerramento de um capítulo e automaticamente o início de outro. Esses 10 anos que a gente viveu juntos foram incríveis, sem dúvidas os melhores anos que a alguém pode viver na vida. E me emociona muito pensar em tudo o que já passou, em tudo o que eu já vivi. E esse show foi uma forma de homenagear tudo isso.

Qual é a principal diferença para aquele Luan menino, jovem, que iniciava a carreira, para hoje?

Eu acho que essa coisa do amadurecimento, que fica muito evidente depois de tanto tempo. O Brasil me conhece um jovem, uma criança entrando na adolescência, a gente muda muito, a estrada faz a gente mudar muito, força a gente a mudar. Então, hoje eu sou uma outra pessoa, sou um cara muito mais maduro, muito mais seguro, acredito muito mais nas coisas que eu faço, nas minhas intenções, nos meus sentimentos. E acho que tudo isso é notável.

 

Show no KM de Vantagens Hall, no Rio.

Se você fosse escrever um livro, qual seria o capítulo mais difícil de tudo isso que você viveu neste últimos anos?

O mais difícil acho que seria o capítulo lá da frente, o do final do livro. Acho que a gente pensar no futuro dá um certo medo, é um mistério. A gente nunca sabe o que vai acontecer com a gente amanhã, imagina projetar a nossa vida por anos a frente. Então, acho que capítulos mais para o final do livro vão ser mais complicados de escrever.

E o capítulo mais emocionante?

E o mais emocionante foi quando eu percebi que tudo estava acontecendo, tudo o que eu sonhei, com o lançamento da música Meteoro, com todas as viagens que começaram a aparecer para a gente fazer, correr o Brasil de norte a sul, de leste a oeste. Foi muito emocionante, um misto de emoções, de medo, de insegurança, de correria, mas de felicidade, acima de tudo.

Foto: Will Aleixo

Por que você acha que faz tanto sucesso, pode ter a ver com a sua transparência?

Acho que sim. Esse lance tão genuíno que rola entre eu e os meus fãs acho que é o segredo de tudo, que não chega a ser um segredo, porque acontece de forma muito natural. Mas eu acho que a minha música toca o coração das pessoas porque eu canto o que eu realmente quero cantar, o que eu acredito que as pessoas precisam ouvir.



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