Francinne sobre EP La Rubia: “Essa cantora caliente estava guardada”

Gaúcha, que foi cover de Britney e é musa do público LGBT, faz show no Rio


  • 25 de julho de 2018
Foto: Moroni Cruz


Por Luciana Marques

*Entrevista também disponível em vídeo, abaixo.

Gaúcha, de Porto Alegre, Francinne brinca que o seu lado “caliente” estava guardado até o lançamento do mais novo EP, La Rubia. Entre os sucessos do álbum no estilo reggaeton, está Corpo Caliente, cujo clipe já tem mais de 600 mil visualizações no YouTube. “Estou muito feliz, a gente descobriu esse diferencial, com essa pitada latina”, conta ela, recentemente coroada musa do Angels Volley Brazil, time de vôlei brasileiro LGBT.

Francinne é aposta de Mister Jam, que já foi produtor da Wanessa Camargo, e Rommel Marques, ex-empresário da Anitta e que hoje trabalha com Zezé Di Camargo e Luciano. Nessa nova fase, ela também se destaca entre o público infanto-juvenil. É de autoria dela, de Mister Jam e de Leo Bary, a música de abertura da novela do SBT As Aventuras de Poliana.

Nesse papo descontraído com a cantora, ela lembra da época em que foi cover de Britney Spears, backing vocal da Double You, e revela que se sente mais à vontade “no palco do que na vida”. E anote na agenda: nesta quinta, dia 26 de julho, ela apresenta o pocket show La Rubia na boate Papa G, em Madureira, Rio; e no dia 28, na festa #Baphônica Caliente, na Bubu Lounge, em São Paulo.

Foto: Moroni Cruz

Quando, efetivamente, você sentiu, ainda lá no sul, que queria seguir a carreira musical?

Eu sempre fui uma criança-artista, eu sempre queria a roupa mais brilhante, eu sempre queria ser diferente de todo o mundo. E quando eu via apresentações no palco, era muito nova ainda, eu falava, gente, eu preciso estar ali. O palco parece que me chama. Entao, desde criança, eu pedia. Eu via uma apresentação de balé, mãe, eu quero estar lá, aí minha mãe me botou na aula. Aí foi indo, eu sempre quis estar no palco, cantando, dançando. Eu me sinto mais à vontade nele, do que na vida, é algo que eu não sei explicar.

Quem eram as suas referências na época?

Eu gostava muito da Xuxa, a primeira palavra que eu aprendi a escrever foi Xuxa, com beijinho, na paredes da casa da minha mãe. E todas as apresentadoras daquela época, Sandy e Junior. Eu sempre gostei muito de tevê, de cantar, de dançar, de performar. Eu era uma criança que ia nos aniversários e queria que as outras crianças fizessem uma rodinha em volta de mim, e eu, no meio, cantando.

E profissionalmente, qual foi o primeiro passo?

Foi aqui em são paulo, que eu comecei a cantar com várias bandas, de baile, de rock, e não parei mais. Inclusive, comecei a fazer cover da Britney Spears em São Paulo também, viajei o brasil inteiro, e sempre mesclando esses shows com banda também.

Canção de Francinne é abertura de As Aventuras de Poliana

Francinne recebe Wanessa Camargo em seu show em SP

Quais as maiores lembranças da época de cover da Britney Spears?

O que mais me tocava na época que eu fazia cover da Britney era ver o carinho dos fãs, de me ver na Britney. Eu ficava chocada, porque tinha gente que chorava de emoção, porque eu imitava voz, trejeitos. Essa é a lembrança que mais me toca. Essa emoção dos fãs, eu também sou fã, então, eu ficava, assim, 'Meu Deus'. Mas era um carinho muito legal.

E qual a importância de ter sido backing vocal da banda Double You na sua carreira?

Eu viajei o brasil inteiro fazendo shows com eles, foi muito legal, uma experiência com uma banda internacional. As pessoas achavam que eu era estrangeira. Foi muito legal, uma experiência incrível.

 

 

Todo o mundo sabe que ser músico no Brasil não é nada fácil. Em algum momento você cogitou desistir, trilhar outro caminho? Passou por algum momento muito difícil?

Para o músico, não é nada fácil, mas eu sempre coloquei na minha cabeça que era isso o que o que eu ia ser na minha vida. Desde criancinha eu já sabia, eu tinha certeza. E eu não me imaginava fazendo mais nada da minha vida. Mas não é fácil, óbvio, a gente não tem as portas abertas, é muito difícil ter apoio, principalmente os artistas novos. Mas eu estou aqui, eu não desisto e eu vou conseguir.

Como tem visto o sucesso de Corpo Caliente, e do CD La Rubia, no estilo reggaeton?

Eu tenho um carinho muito grande pelo meu EP La Rubia, que agora a gente chegou com essa pitada latina. E para mim foi muito prazeroso porque eu sou do sul, e lá a gente tem esse contato com os hermanos, a gente fala algumas palavras em espanhol, até na musica gaúcha. Então, eu sempre gostei, estava guardado dentro de mim, e a gente descobriu esse diferencial, colocamos esse nome La Rubia, para também ter um diferencial das outras cantoras. Eu estou gostando muito, adorando essa nova fase, sou apaixonda pelo meu EP e eu espero que todo o mundo curta também.

Além de Corpo Calinte, você trabalho qual outra canção do EP?

Tem a Não Espalha, que está indo muito bem nno Rio de Janeiro. E em breve, virão novidades, muitos feats. com gente maravilhosa, que eu admiro. Fiquem ligados, que vem muita novidade.

Como você definiria o seu estilo ou não dá para rotular?

O meu estilo é pop, sempre fui pop, mas a gente buscou esse diferencial, colocando uma pitada do ritmo latino. Então, a gente sempre vai buscar ter esse diferencial da La Rubia, que é essa cantora caliente.

Quem você ouve muito hoje?

Eu ouço muito J Balvin, Anitta, maravilhosa, Shakira, Ricky Martin, Thalia, que são meus ídolos da música latina. Eu estou sempre ouvindo as novidades da semana, coisas novas para me inspirar.

 

 

Num estilo diferente, você é uma das autoras de Meu Nome é Poliana, música de abertura da trama As Aventuras de Poliana, e também canta outra canção na novela, é isso?

Eu sou autora da música de abertura da novela juntamente com o Mister Jam e com o Leo Bary, meus parceiros. Além disso, tem uma canção da personagem Mirela, da  Larissa Manoela , que chama Só no Cash. É uma música minha também, do EP Na Pele. Eu estou muito feliz, foi um presente grande!

O que representou para a sua carreira essa parceria com o Mister Jam?

Mr Jam é uma pessoa maravilhosa, que acreditou no meu trabalho, desde o início está comigo, me apoiando sempre. E agora juntamente com o Umberto Tavares, Rommel Marques, que abraçou o projeto junto com a gente. Eu estou muito feliz de trabalhar com essa galera, que eu chamo de dream team. Eles já trabalharam com diversos artistas super incríveis, que fizeram músicas maravilhosas. Eu me sinto honrada de poder estar trabalhando com eles e ter a confiança deles.

E como recebe esse carinho todo do público LGBT?

Eu sempre fui muito bem acolhida e abraçada pelo público LGBT, desde a época em que eu fazia cover da Britney, a maioria dos meus amigos são da comunidade LGBT. E para mim é um amor único, então, eu me sinto muito amada por eles, e amo eles. 

O que o público pode esperar do seu pocket show na Papa G ?

Vai ser um show incrível, super caliente, com vários sucessos da música latina e brasileira também. E eu espero todo o mundo para bailar lá junto muito comigo.



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