Fábio Tokay estreia na TV após 18 anos de teatro: “Na hora certa”

Motorista de Valentina na trama das 9, ele diz que tremeu na primeira cena com Lilia Cabral


  • 28 de março de 2019
Foto: Divulgação


* Esta entrevista também está disponível em vídeo, abaixo. 

Mesmo com 18 anos de bagagem no teatro, só mesmo há uns dois anos, Fábio Tokay, o motorista Jorge de O Sétimo Guardião, decidiu que era o momento de tentar embarcar também no veículo TV. E para isso, ele foi se preparar: fez um curso na Casa Aguinaldo Silva de Artes, onde inclusive foi premiado em um trabalho de improviso. “Eu achava que antes para mim não era o momento. Então essa oportunidade veio na hora certa”, garante ele.

Natural de São João de Meriti, região metropolitana do Rio, Fabio tem sentido nas ruas o que é fazer parte de uma novela da Globo no horário nobre. E sabe o que ele mais ouve das pessoas? “Cuidado com a Valentina”, diverte-seMas segundo ele, a personagem é gente fina com o motorista. Já em se tratando de Lilia Cabral, o ator diz ser um sonho contracenar com uma atriz do gabarito dela. “Fiquei de perna bamba na primeira cena com ela”, conta Fábio, que em abril reestreia o espetáculo de sucesso Trago a Pessoa Amada em Três Dias, no Rio, onde vive um pai de santo trambiqueiro.

Com a colega de cena Lilia Cabral. Foto: Divulgação

O que significou para você estrear no horário nobre, numa novela do Aguinaldo Silva?

Pra mim é uma honra começar assim. É um reconhecimento que qualquer ator quer ter. Ainda mais de estar fazendo uma novela do meu ex-professor Aguinaldo Silva, tanto que fiz um curso com ele e fui chamado para fazer a novela. Está sendo a realização de um sonho.

Suas primerias cenas já foram com a grande atriz Lilia Cabral. Teve algum receio, frio na barriga no início?

Então, fazer o primeiro trabalho e o primeiro ser com a Lilia Cabral, qualquer pessoa fica com a perna bamba. Pra mim não foi diferente. Eu lembro que a primeira cena que eu fiz com ele, eu lembro que cheguei nervoso, não conseguia colocar o texto na cabeça... Mas assim que eu cheguei e dei de cara com ela, ela me passou uma paz, uma tranquilidade, foi me acalmando, tanto que a cena fluiu e foi pra mim muito maravilhoso estar fazendo a minha primeira cena na TV com a Lilia. Ela é top de linha!

 

 

Como tem sido a repercussão do personagem Jorge. O que as pessoas costumam falar pra você?

Repercussão está sendo maravilhosa. O pessoal manda eu sempre tomar muito cuidado com a Valentina (risos). Mas com o motorista, até que a Valentina é tranquila, ela sabe dividir as coisas ruins que ela tem com a vida pessoal com os seus funcionários, particularmente com o Jorge. Então não tenho nada que temer (risos). E a repercussão está sendo muito bacana, as pessoas fala, olha, eu estou te vendo. É bem legal, não tem emoção melhor do que ser reconhecido nas ruas por um trabalho que a gente está fazendo.

Você já fez muito teatro. Acha que demorou muito para acontecer a sua estreia na TV ou tudo vem no tempo que deve ser?

Eu sempre fui do teatro, trabalho com teatro há uns 18, 19 anos. E eu nunca tive a pretensão de ir para a televisão. Claro que todo o ator tem esse sonho, mas eu achava que para mim ainda não era o momento. Então, eu resolvi me aperfeiçoar no teatro e fazer um curso de TV, o do Aguinaldo Silva. Antes eu não tinha a intenção de ir para a TV, mas 2017 eu falei: 'eu vou além'. Fiz o curso, e veio o momento certo a chamada para participar da novela. Veio na hora certa, no momento certo!

Foto: Divulgação

Imagino que, como muitos atores, você tenha enfrentado vários percalços para conseguir um espaço. Fale um de sua luta e persistência para chegar até aqui...

É o que eu estava falando... Nós temos que estudar sempre, porque nesse mercado o que mais tem são pessoas talentosas. Então pra você conseguir o seu sonho, você tem que se dedicar para você fazer coisas que as outras pessoas não fazem. Então a minha dica é sempre estudar, estar disposto a conhecer novas coisas, que novas oportunidades virão pra gente.

Qual a importância de ter uma boa base no teatro para segurar uma estreia no horário nobre, ao lado de grandes atores?

Eu estou me dedicando muito, estudando muito. E com 18 anos de teatro, com certeza a gente sabe muita coisa. Ainda mais que na TV a gente está trabalhando com Lilia Cabral, Ana Beatriz Nogueira, Elizabeth Savala, então a gente vai aprendendo muita coisa na prática também. Então é só você mostrar o que você sabe fazer e deixar acontecer, que tudo flui certo.

Você atua muito na linha do humor no teatro... E geralmente as pessoas acham que quem faz muita comédia é bem-humorado o tempo todo. Como é no seu caso?

Posso dizer com toda certeza  que eu sempre acordo sorrindo. Posso contar nos dedos os dias que acordei  de mau humor. Certamente estava com fome (risos)... Sempre gostei de transmitir alegria para as pessoas e me sinto muito feliz quando o meu bom humor ou de outra pessoa consegue fazer as pessoas esquecerem os problemas do dia-a-dia.

Está mais fácil ou mais difícil fazer humor nos dias de hoje, com o politicamente correto, também com esse ar de conservadorismo?

Hoje em dia tudo o que falamos tem que ser pensado 1000 vezes antes de ser dito. Humor, muitas vezes, pode ser interpretado como bullying. Sou de uma época onde ‘tudo’ era permitido. Hoje em dia o humor perde um pouco sua força com o ‘não pode isso, não pode aquilo, pois ofende terceiros’. Humor quando é humor não ofende e sim alegra as pessoas.

Com o figurino da peça Trago a Pessoa Amada em Três Dias, que volta em cartaz em abril. Foto: Reprodução Instagram

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