Danilo Audi vai na “contramão” com estilo existencialista

"Tem um pessoal cantando 'Amei te Ver', e eu, 'Eu não aguento mais você'”


  • 28 de fevereiro de 2018
Foto: Diego Imagens


Por Claudia Dias

Já imaginou uma mistura de Beatles e Caetano Veloso? Essas são as principais influências musicais de Danilo Audi. Aos 24 anos, o cantor lançou sua primeira música, Nada Além de Mim, em todas as plataformas digitais. Pouco tempo depois, o clipe já era sucesso de visualizações. Depois, lançou seu primeiro CD autoral, Contramão.

A paixão pela música vem desde novo, ainda menino, aprendeu a tocar flauta e violão. Mas foi a partir dos 16 anos que ele começou a cantar profissionalmente em bares de sua cidade, Bento Quirino/São Simão, interior de São Paulo. Mesmo assim, tem orgulho de dizer que a música já o levou a lugares que ele nunca pensava em chegar, como aos Estados Unidos, onde cantou ao lado da cantora Sara Elisa Villa.

Foto: Diego Imagens

Música

Eu comecei a tocar muito cedo, acho que desde criança eu escrevia algumas coisinhas e tocava violão. Mas, eu comecei a tocar mesmo profissionalmente, a ganhar dinheiro com a minha arte a partir dos 16 anos. Foi quando eu comecei a fazer shows em barzinhos. E continuei nessa carreira, tocando na noite, até os 22 ou 23 anos. Agora, estou aqui com o meu projeto autoral.

Carreira

Eu avalio a minha carreira de uma forma muito positiva. A música me levou a lugares inimagináveis, já me levou aos Estados Unidos, à Colômbia. Recentemente, estive em Feira de Santana, na Bahia, tudo graças à música. Todas as oportunidades que a música me lança eu abraço.

Estilo

Eu toco entre a MPB e o Rock, tenho músicas mais voltadas para a MPB e outras para o rock. Acho que isso vai muito da minha influência. Tenho influências tanto dos Beatles quanto de Caetano, Rolling Stones, enfim. É o que eu ouço, que eu consigo jogar nas minhas composições, na minha arte.

Nada Além de Mim

Nada Além de Mim é uma música muito autobiográfica, eu escrevi em 2014. E ela diz exatamente o que estava vivendo, aquela coisa do jovem sendo bombardeado com várias informações. Eu tinha acabado de entrar na faculdade, tinha que pensar em política, em não sei o que lá, ainda tinha um amigo me convertendo para o zen budismo. E eu estava tipo: 'tá, é legal ser zen, é legal ter opinião política, é legal tudo isso, mas vamos parar um pouco e tomar uma cerveja na beira do rio, curtir com os amigos'. Era nisso que eu estava pensando e continuo pensando até hoje.

 

 

Rock e MPB perderam espaço?

Eu não acho que o rock e a MPB tenham perdido espaço. Na verdade, hoje em dia, eu acho que tem espaço para todo mundo, principalmente com a internet. Eu só acho que a temática do meu disco como um todo, vai na contramão de tudo o que está rolando até hoje. Tem um pessoal cantando 'Amei te Ver' e eu estou cantando 'Eu não aguento mais você' e 'Todo mundo morre sozinho'. Eu acho que o meu trabalho, de certa forma, é mais existencialista.

Inspiração

Eu vejo inspiração em tudo. Vejo inspiração no cotidiano das pessoas, na natureza, em um filme. Eu me acho mais um cronista do que propriamente um músico. Acho que as minhas músicas são sempre falando de alguém, contando uma história, não falo muito de sentimento, não falo de coisas abstratas. É mais coisa paupável.

Foto: Diego Imagens

Sonho

Meu sonho, e eu digo sem amarras, é ser famoso mesmo, que as pessoas ouçam a minha música, que eu possa fazer shows em lugares cada vez maiores, que a minha música possa atingir cada vez mais gente. A música me trouxe até aqui e já me trouxe tanta coisa boa, tanta coisa massa. Espero que ela continue trazendo e eu possa compartilhar com vocês.

Projetos

Os meus próximos passos são mudar para São Paulo, que é uma capital e as coisas acontecem lá, divulgar cada vez mais as minhas músicas na internet, tentar adentrar esse mercado paulistano de shows e, com isso, atingir mais pessoas. Um passo de cada vez. E, obviamente, compor. Eu estou vivendo a minha fase mais produtiva, artisticamente falando. Nunca compus tanto e nem com tantos amigos quanto agora. Estou neste momento, compondo com Daniel Motta. É isso. Quero continuar produzindo, fazendo o que eu acredito. Só tem verdade, só tem coisa boa.

 

 



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