Banda Fuze conquista público com energia e groove no pop rock

Com filhos e sobrinho de Marcello Novaes, grupo quer ser conhecido pelo seu som


  • 13 de fevereiro de 2018
Felipe, Guilherme, Pedro e Diogo. Foto: Edu Pimenta


Claudia Dias

Com um estilo descontraído, relax, e muita energia e paixão pelo trabalho, a banda Fuze começa a trilhar um caminho ascendente na música. Formada por Diogo Novaes, no vocal e violão, Pedro Novaes, na bateria, Felipe Novaes, no baixo, e Guilherme Fonseca, na guitarra, o grupo transita no groove do pop rock, com letras que tocam na emoção.

Sua primeira canção autoral, Corrente, lançada em agosto de 2017, alcançou mais de 60 mil plays. O mais recente single, Mar de Flores, vem com uma outra pegada, e também já é sucesso, e está disponível em todas as plataformas digitais. Ainda este ano, lançam um EP com seis canções.

No bate-papo com o Portal ArteBlitz, no estúdio onde os rapazes ensaiam, no Rio, eles falam sobre o início da carreira e avaliam se ter parentesco com famosos ajuda ou atrapalha. Pedro é filho dos atores Marcello Novaes e Letícia Spiller; Diogo também é filho de Marcello, da relação com Sheyla Beta. E Felipe é sobrinho do ator.

Nós já ficamos fãs da banda. Leia ou veja o vídeo da entrevista, e se encante também com esses meninos talentosos.

"Não esperávamos o sucesso do primeiro single, Corrente. Isso é uma parada muito inesperada. Por mais que a gente acredite no nosso trabalho, nunca espera uma repercussão como a que teve. Foi demais!." (Guilherme)

Criação da banda

Felipe: Desde pequeno, a gente já tem uma grande influência com relação à arte, porque o meu pai é pintor e designer, o pai deles (Pedro e Diogo) é ator e os dois adoram tocar e costumavam fazer isso sempre. Então, desde sempre, a gente foi influenciado por isso. Pequeno, nós assistíamos os caras levando um som aqui mesmo nesse estúdio (na casa de Marcello Novaes). Só vinha gente boa: George Israel, Rodrigo Santos, e a gente resolveu montar uma banda juntos, isso aos 11 anos de idade. No início, era só um hobby, que a gente foi levando na brincadeira. Resolvemos transformar isso em trabalho em 2015, quando o Guilherme entrou. Nesse momento, vimos que estávamos prontos para nos profissionalizarmos. Caímos na estrada e, desde aquela época, estamos trabalhando duro e amarradaços.

Foto: Reprodução Instagram

Músicas

Diogo: A gente acabou de lançar uma música nas plataformas digitais, Mar de Flores. Já havíamos lançado uma outra, chamada Corrente. As duas como single. Daqui a pouco tempo, vamos lançar o EP, com seis músicas. Estamos muito animados! O processo foi muito legal, curtimos muito. Cada vez mais, estamos aprendendo a gravar. É muito diferente de tocar ao vivo. E isso está nos abrindo várias portas e nos ensinando várias coisas. Está sendo muito maneiro.

"Acho que Mar de Flores vem em uma pegada diferente. Claro que na mesma identidade da banda, mas vem com um suingue mais sexy, uma parada mais íntima." (Pedro)

Ser filho de famoso ajuda ou atrapalha?

Pedro: Eu acho que ajuda muito, não atrapalha nem um pouco. Na verdade, só abre portas. O fato de ter pais famosos já nos abriu várias portas, mas, às vezes, a gente procura não vincular o nosso trabalho a esse parentesco.

Diogo: Nós somos pessoas independentes, independente de ter um pai famoso, temos que construir a nossa carreira e a nossa personalidade. Então, cada um tem o seu atributo e cada um de nós quer mostrar a sua arte e mostrar a que veio, sem ter nada a ver com a arte dos nossos pais. É outra história. Sempre tem aquela coisa de algumas pessoas dizerem que nós só estamos aí porque somos filhos de famosos... E a gente quer mostrar que estamos vindo porque batalhamos, criamos a nossa própria arte e estamos vindo mostrar para as pessoas. Esperamos que elas gostem. É muito importante para nós ver que a galera está gostando do som que estamos fazendo e não do que somos.

Foto: Reprodução Instagram

Caminho para a interpretação

Pedro: Eu acho que não pensamos nisso, porque vimos o tempo inteiro como é esse mundo por trás. E que, na verdade, não é só glória, só beleza, só doce, não é isso. Tem muita mentira, muita competição e, talvez, esse seja um lado que não nos atraia tanto. E o fato de estarmos aqui enquanto rolava som nos deixou apaixonados pela música e acabamos aprimorando as nossas habilidades. E ainda está no ramo da arte.

Diogo: Não que a gente não atue. Acabamos de fazer um clipe onde atuamos um pouco também. Mas, estávamos mais próximos da música do que da interpretação, desde o início. É muito mais legal, a gente pode ser a gente mesmo e fazer o que queremos.

Pedro: Isso também não nos veta de fazer algum trabalho, individualmente falando, de atuação, se pintar. Não é que a gente não goste da arte de atuar. Pelo contrário, a gente admira muito.

"Independente de ter um pai famoso, temos que construir a nossa carreira e a nossa personalidade. Então, cada um tem o seu atributo e cada um de nós quer mostrar a sua arte e mostrar a que veio, sem ter nada a ver com a arte dos nossos pais." (Diogo)

Sucesso de Corrente

Guilherme: Não esperávamos o sucesso do primeiro single, foram 62 mil plays no Spotify. Isso é uma parada muito inesperada. Por mais que a gente acredite no nosso trabalho, nunca espera uma repercussão como a que teve. Foi demais!

Felipe: Eu acho que até lançar, a gente não tinha ideia do que ia acontecer. A gente grava, se dedica, ama o nosso trabalho. Mas, é uma arte e você precisa da opinião das outras pessoas para crescer. O primeiro trabalho, então, acaba tendo um pouco de insegurança. E a galera recebeu super bem e foi muito maneiro para nós.

Diogo: Não tem coisa melhor do que você ver a música que você criou sendo curtida pelas pessoas, no seu dia a dia. Volta e meia, a gente recebe vídeo de pessoas, até de fora do país, ouvindo a nossa música.

Pedro: Isso nos mostra que temos que acreditar no que a gente está fazendo. Se essa música teve essa repercussão, foi porque a gente realmente acreditou que ia agradar as pessoas e elas iam se identificar.

"Desde pequeno, a gente já tem grande influência dos nossos pais com relação à arte. No início, era só hobby. Resolvemos transformar em trabalho em 2015, quando o Gui entrou.  Caímos na estrada e, desde então, estamos trabalhando duro e amarradaços." (Felipe)

Foto: Reprodução Instagram

Mar de Flores

Pedro: Acho que ela vem em uma pegada diferente. Claro que na mesma identidade da banda, mas vem com um suingue mais sexy, uma parada mais íntima. Foi isso que a gente quis fazer na gravação do EP inteiro, que é mesclar diferentes estilos musicais, mas na mesma identidade da banda, e que a gente consiga agradar a todos.

Diogo: A primeira música era bem mais tranquila, tinha uma coisa mais pesada. Essa já é mais alegre. Então, talvez as pessoas que curtiram a primeira possam não gostar muito, assim como quem não curtiu muito a primeira possa gostar mais dessa. E assim vai. Tomara que gostem das duas.

Rotina

Felipe: A gente nunca sabe. Eu acho que esse é um trabalho que não tem uma rotina certa. Cada semana acontece alguma coisa, cada dia a gente tem que fazer uma coisa nova. Mas, a gente está sempre tentando vir para o estúdio, ensaiar o máximo que puder. Tentar fazer disso a rotina da banda. Tentamos ensaiar todos os dias, mas, às vezes, temos que gravar clipe, fazer entrevista... É uma loucura!

Pedro: Mas, mesmo assim, a gente continua estudando. Fazemos as nossas aulas de música, preparação musical. Tem essas coisas que tem horários certos durante a semana. Assim, acabamos tendo uma rotina para a semana, conforme os compromissos que vamos assumindo.

Diogo: Também fazemos muitas reuniões com a nossa equipe, temos que planejar e acabamos participando de tudo o que está acontecendo. Porque a gente sabe que ser músico, não é apenas tocar um instrumento em si. Você tem que fazer todo o trabalho por trás, saber como produzir as coisas.

Pedro: E a gente também aprende muito com isso. Imagina se a gente ficasse só recebendo as ordens e tocando? Não saberíamos como funciona esse mundo por fora. Não íamos aprender tanto quanto a gente aprende com a nossa equipe.

Diogo: Somos uma banda independente. Não temos gravadora para cuidar de tudo, então, somos nós mesmos que temos que se ajudar. Temos que correr atrás e colocando para a frente, sempre.

Shows

Felipe: Temos alguns shows já marcados para esse mês, tocamos no Camarote da Quem e da Itaipava, durante o Carnaval.

Pedro: Ainda não temos aquela agenda lotada de ter shows todos os dias, ou quatro shows em um final de semana. Costumamos ter uns dois shows por fim de semana. É uma agenda ativa, mas ainda estamos procurando deixar mais completo. Isso é um processo e nós estamos no início ainda. Então, vamos dar um passo de cada vez.



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