Atitude 67 veio para ficar com som novo, energia vibrante e “verdade”

Sexteto do Mato Grosso do Sul lança versão do hit Saideira com Thiaguinho


  • 16 de março de 2018
Eric, Pedrinho, Leandrinho, Karan, Regê e GP. Foto: Divulgação


Por Luciana Marques

Eles se conheceram na infância, no Mato Grosso do Sul, porque seus pais eram amigos. Hoje, longe da terra natal, Pedrinho, vocalista, Éric, violão e vocalista, Karan, pandeiro e vocalista, GP, rebolo, Leandro, reco-reco, e Regê, surdo, vivem em São Paulo, e estão iniciando uma bonita história Brasil afora com a banda Atitude 67.

Em um ano e meio, o grupo, que compõe todas as músicas baseadas em fatos reais, viu viralizar duas de suas canções. Cerveja de Garrafa e Saideira entraram para a lista de 50 Virais Brasil, da plataforma Spotify, em uma semana, após o lançamento de álbum com 14 músicas.

“A gente gosta de passar uma energia boa, animada, vibrante e, principalmente, a nossa verdade. Acredito que um dos grandes motivos pelos quais a galera está curtindo nosso som é pela verdade que procuramos passar em nossas músicas”, diz o vocalista Pedrinho.

O som desses seis “irmãos”, que estão até com uma websérie em seu canal sobre a rotina deles em São Paulo, tem conquistado muita gente da música. Desde outubro, o cantor Thiaguinho se uniu a Dudu Borges e Du Maluf e virou o novo sócio da banda, através de seu escritório Paz & Bem. Como bom padrinho, ele gravou com os rapazes uma nova versão do sucesso deles, Saideira.

Não perca esse descontraído bate-papo do Portal ArteBlitz com Pedrinho. Ele entrega tudo sobre a banda. E, prepare-se, porque não é difícil virar fã deles... E anote datas de shows próximos: Jacarezinho, Paraná, 16/03, sexta; Araxá, Minas Gerais, 17/03, sábado; e em São Paulo, em São José do Rio Preto, 23/03, sexta; e São Paulo, 24/03, sábado.

"Durante 13 anos a música foi um hobby para a gente. Já em SP, senti que queria levar a música mais a sério. A gente nunca tinha falado sobre isso, mas quando tocamos no assunto, vimos que todos estavam dispostos a tentar uma carreira de fato." (Pedrinho)

Como surgiu o nome Atitude 67?

O 67 é o nosso DDD (risos), nós somos do Mato Grosso do Sul. É como o 11 de São Paulo ou o 21 do Rio. O número acabou virando nossa marca registrada.

Como foi o início do grupo, era tipo banda de garagem?

Na verdade, nós criamos a banda sem pretensão nenhuma. Nós éramos um grupo de adolescentes que curtiam fazer um som, e tocávamos nas festas dos nossos amigos lá em Campo Grande. Durante 13 anos a música foi um hobby para a gente. Cada um tinha sua profissão, sua vida. Há mais ou menos um ano e meio, eu já estava morando em São Paulo, e senti que queria levar a música mais a sério. A gente nunca tinha falado sobre essa possibilidade, mas quando tocamos no assunto, vimos que todos estavam dispostos a tentar uma carreira de fato. Aí foi quando decidimos viver juntos em São Paulo.

A banda com o padrinho Thiaguinho. Foto: Divulgação

Quais as maiores dificuldades que vocês encontraram até chegar aqui, já que ser músico no Brasil não é nada fácil?

O mais difícil é você chegar com um som novo e tentar uma oportunidade com uma sonoridade nova no mercado. Para todo mundo que a gente apresentava, era legal, mas não comercial. Até a gente conhecer o Dudu Borges, que foi o cara que enxergou potencial no som.

"Foi maravilhoso esse encontro com o Thiaguinho. Ele é referência como cantor, curtimos muito o som dele. Agora, mais próximos, temos trocado muita experiência." (Pedrinho)

Como definiriam o estilo de vocês, ou preferem não rotular?

A gente não rotula nosso som. Cada um de nós foi criado de uma forma, ouvindo ritmos diferentes, então a nossa música é uma mistura de todos eles.

Quem são as referências de vocês na música?

Somos seis caras com referências totalmente diferentes! Mas tem alguns nomes que todos admiram. Thiaguinho, Chorão, Jorge Ben, Zeca Pagodinho, entre outros...

Como definiriam a música de vocês e o que querem passar ao público?

A gente gosta de passar uma energia boa, animada, vibrante e, principalmente, a nossa verdade. Acredito que um dos grandes motivos pelos quais a galera tá curtindo nosso som é pela verdade que procuramos passar em nossas músicas.

Muitos falam que a fase atual é do sertanejo feminino, como já teve do masculino, do rock, do pagode, da MPB... Como vocês veem isso ou acham que a democratização da música hoje, a partir das plataformas digitais, faz com que todos os ritmos possam se sobressair?

A música é cíclica. Sempre um gênero vai estar em evidência, mas isso não tira em nenhum momento o espaço de outros gêneros. E a gente está fazendo o nosso som sem pensar em momento, porque se a gente for esperar chegar o momento de determinado gênero, a gente nunca sai do lugar. Então, estamos tentando criar um momento do que na verdade nem é um gênero, a gente quer criar o momento do nosso som. Eu acho que aos poucos e devagar, estamos conseguindo.

 

 

"Somos seis caras com referências diferentes! Mas tem alguns nomes que todos admiram. Thiaguinho, Chorão, Jorge Ben, Zeca Pagodinho, entre outros..." (Pedrinho)

As músicas de vocês são todas autorais. E algumas são reais mesmo, nunca tiveram problema de alguém se identificar com alguma canção, rs?

As nossas músicas são todas sobre o que observamos no dia-a-dia, no cotidiano, coisas que vivenciamos. Elas são reais, sim! É bem provável que alguém já tenha se identificado (risos)! Mas não temos problema com isso não. É normal os compositores escreverem sobre acontecimentos pessoais, é a nossa forma de expressar o que sentimos.

Cerveja de Garrafa e Saideira estouraram no Spotify, tem milhões de views no youtube. Como vocês receberam isso, deve ter sido muita emoção, não?

Foi, sim! Como eu disse antes, às vezes a gente nem acredita (risos). É muito legal saber que o pessoal está curtindo nossas músicas. Nós fazemos com tanto carinho, e receber um feedback positivo do público é incrível!

O que representou para vocês ter o Thiaguinho como empresário e padrinho?

Foi maravilhoso esse encontro com o Thiaguinho. Ele é uma referência como cantor, curtimos muito o som dele. Agora que estamos mais próximos temos trocado muita experiência, ele sempre tem alguma sugestão para somar ainda mais ao nosso trabalho.

"O mais difícil é você chegar com um som novo e tentar uma oportunidade no mercado. Para todo mundo que a gente apresentava, era legal, mas não comercial. Até conhecermos o Dudu Borges, que enxergou potencial no som." (Pedrinho)

Vocês deixaram a terra de vocês para tocar a carreira em São Paulo. Foi fácil ou é complicado, pela família?

Alguns de nós já moravam fora de casa. Eu mesmo já estava morando em São Paulo há algum tempo. Nunca é fácil viver longe da família, mas escolhemos seguir nossa carreira e nos mudamos acreditando que valeria a pena.

Foto: Divulgação

Vocês seis moram juntos em SP, trabalham juntos, não há DRs, como driblam possíveis crises, discussões ou isso não acontece?

Nós somos a segunda geração de amigos. Nossos pais já eram amigos então a gente foi criado tipo irmãos. É exatamente, sem tirar nem pôr, igual a convivência com irmão. Quem tem irmão sabe que, às vezes, você briga zoa, xinga, como acontece em qualquer família. Só que só você pode fazer isso, né? Se alguém vier falar alguma coisa de um irmão seu você fica louco (risos). Existem discussões, mas são resolvidas minutos depois e são muito saudáveis. A gente trabalha junto, mora junto, sonha junto, viaja junto. É tudo junto, então é natural que aconteça.

Há algum novo projeto que já possam falar?

Já estamos pensando em outros projetos, mas nada que possamos adiantar ainda. Estamos preparando tudo com muito carinho!



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