Luis Lobianco desabafa: “Ódio não, censura jamais!”

Ator foi coagido por grupo de “ativistas trans” na apresentação de Gisberta


  • 26 de março de 2018
Foto: Reprodução Instagram


O ator Luis Lobianco, que faz um belíssimo trabalho na peça Gisberta, sobre a história da transexual brasileira que foi assassinada em Portugal, em 2006, fez um desabafo em seu Instagram.

É que um grupo que se define como de ativistas e artistas tavestis e transexuais protestou no início e no fim do espetáculo, impedindo que Luis agradecesse a presença do público que lotou o tradicional Teatro Rival, no Rio.

O grupo questiona a ausência de artistas trans no elenco da peça sobre Gisberta, que se tornou símbolo da luta contra a transfobia. A mesma manifestação aconteceu em apresentação recente em Belo Horizonte.

 

 

 

 

Mesmo com o incidente, Luis mostrou toda a sua alegria com o público que o aplaudiu muito durante as encenações de sexta e sábado e com a presença de convidados como Arlete Salles e Zeca Camargo.

 

 

 

Hoje jogaram até cartaz em cima de mim enquanto a cortina fechava, chamaram meus convidados de assassinos, chamaram o público de criminoso, bateram grade e me impediram de falar com o público no fim. Tinha coação pra que quem comprava ingresso na bilheteria desistisse. Tinha gente usando uma imagem de Marielle no oportunismo absurdo de criar em nós antagonismo à sua tragédia - logo nós! Tinha até trans convidada sendo xingada de “trans transfóbica”. Mas quanto mais o ódio da militância radical trans mostrava a sua cara tomando a primeira fila no fim da peça, mais o Teatro Rival lotado aplaudia com mão forte e gritava BRAVO! Mais as lgbts aliadas batiam o cabelo comigo, na resistência, no amor! A resposta é real, no teatro! Ódio não, censura jamais! Ofender o público do Rival, que tiro no pé! Tantos anos de luta para avançar na conscientização sobre LGBTs e, num dia de inconsequência e incoerência total, tudo ali em risco. Afastamento e antipatia. Me recuso ao debate de Facebook. Você aí, não tome partido se não foi lá, não acredite em fakenews sobre mim. Não relativize pq é desconstruidão da “esquerda” que pega bem. Me exclua do seu ódio virtual imediatamente. Escreve um projeto, coloca a energia da inveja produzindo algo! Sou da ação e você é militante de teclado. Eu e o público somos REAIS! Hoje ficou exposto o ataque que vivo diariamente nos becos da covardia das marcações e inboxes. Estou extasiado com a resposta de amor contra o seu ódio! Que feio pra vocês, que lindo o teatro! - Foto de Aline Talon da apresentação de GISBERTA no Teatro Rival em 23 de março de 2018 <

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