Françoise Forton e Aloísio de Abreu estreiam Minha Vida Daria um Bolero

Espetáculo de Artur Xexéu une música e romance no palco


  • 23 de julho de 2018
Foto: Vera Donato/Divulgação


Em seu 13º texto para o teatro, Minha Vida Daria um Bolero, Artur Xexéu reedita a parceria com os atores Françoise Forton e Aloísio de Abreu, após Nós Sempre Teremos Paris. Neste novo pocket musical, em cartaz no Teatro Sesc Ginástico, Rio, os atores sobem ao palco acompanhados dos músicos Itamar Assiere, piano, e Diego Zangado, percussão.

Com direção de Rubens Camelo e Paulo Denizot, que também assina a iluminação, a peça teve estreia concorrida, no Rio. Entre os presentes, os escritores Luís Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura, a diretora Monique Gardenberg, o ator Antonio Calloni.

Os casais Zuenir Ventura e Mary, Luís Fernando Veríssimo e Lúcia. Foto: Vera Donato/Divulgação

A PERGUNTA DA PEÇA É: “SERÁ POSSÍVEL SE APAIXONAR POR UMA VOZ?”

Na história de Minha Vida Daria um Bolero, os personagens Diana (Françoise Forton), uma locutora de rádio, e Orlando (Aloísio de Abreu), um professor de dança, possuem personalidades opostas e se relacionam durante 20 anos, embora nunca tenham se encontrado. Mas os dois se conectam através das ondas da Rádio Mundo.

Diana nunca se casou, acredita no amor, mas nunca arriscou. Orlando é um homem que sempre quis casar, porém com dificuldades de manter as relações. “A peça conta a maneira com que as pessoas podem se apaixonar, mesmo não estando presentes fisicamente. O relacionamento acontece a partir do programa de Diana, onde ela usa boleros para dar conselhos a seus ouvintes”, explica Françoise.

Na medida em que o tempo passa, durante o programa, os personagens vão ajudando um a outro, aprendendo e descobrindo o caminho do amor. “A pergunta principal do espetáculo é: será que alguém pode se apaixonar por uma voz? E, como diz o texto da peça, há vozes que nasceram uma para outra”, afirma Aloísio.

Françoise Forton, Aloísio de Abreu e Monique Gardenberg. Foto: Vera Donato/Divulgação

XEXÉU NO RITMO DE MUSICAIS COM ROMANCE

Com quatro traduções e adaptações de textos estrangeiros, Xanadu, Cachorro riu por último, Ou tudo ou nada e Love story, Artur Xexéu assina o seu nono autoral. Os anteriores foram A garota do Biquíni Vermelho, Nós Sempre teremos Paris, Zé Trindade, A Última Chanchada, Um Natal pra nós dois, Cartola, o Mundo é um Moinho, Hebe, o musical, Dalva e Herivelto, Eu não posso lembrar que te amei, Bibi, uma vida em musical e, agora, Minha Vida daria um bolero.

“Depois do sucesso, cinco anos não contínuos, de Nós Sempre Teremos Paris, fiquei com vontade de escrever um novo texto no mesmo formato: dois atores, uma comédia romântica e canções de um determinado ritmo que fizessem parte da memória afetiva. Ao mesmo tempo, Françoise me trouxe a ideia de um musical no qual ela cantasse boleros e tangos. Optei por só usar boleros. Mas acabei incluindo um tango”, conta o jornalista Artur Xexéo.

Artur Xexéo. Foto: Vera Donato/Divulgação

A simpatia por este formato vai continuar dando frutos. Tanto que o jornalista adianta que já esboça um novo musical com a mesma estrutura de suas últimas duas montagens. Mas seria um outro gênero musical, e também para Françoise Forton encenar. “Não somos uma companhia. Mas acho que nos damos bem, né? Por que não tentar de novo?”, brinca Xexéo.

Minha Vida Daria um Bolero. Até 5/08. Teatro Sesc Ginástico. Av. Graça Aranha, 187, Centro, Rio de Janeiro. Quintas a sáb., às 19h, e dom., às 18h. R$ 30,00. Classificação: 12 anos.



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